quinta-feira, 12 de junho de 2008

Informação Muito Importante

Antes de começares a ter relações sexuais deves marcar uma Consulta de Planeamento Familiar.

Nessa consulta, o médico irá observar-te e dar algumas indicações sobre sexo seguro. Também pode fazer alguns exames, para ver se está tudo bem com o teu corpo. No final, poderá sugerir qual o método contraceptivo mais adequado para ti. Estas consultas são totalmente confidenciais e o médico não fala com os teus pais, se tu não quiseres. Geralmente, nas consultas oferecem preservativos.

Depois de iniciares a tua vida sexual, marca uma consulta com o ginecologista uma vez por ano ou
sempre que surgirem sintomas como:

- Comichões ou corrimento;
- Feridas, inflamação, inchaço ou verrugas na zona genital;
- Dores a urinar, dores de barriga, dores demasiado fortes durante a menstruação ou dores durante as relações sexuais;
- Menstruação muito irregular;
- Atraso na menstruação.

Se és rapaz, também deves consultar o médico urologista se notares que saem do pénis secreções que não sejam transparentes, que tenham um cheiro forte ou que provoquem comichão. Dores, verrugas, sinais estranhos ou manchas na zona genital também são sinais de alerta importantes.
Lembra-te que há doenças que não estão associadas a nenhum tipo de sintomas. Por isso, mesmo que não tenhas nenhum dos sintomas apontados deves sempre marcar consulta uma vez por ano.

Mitos

- Os homens precisam mais de sexo do que as mulheres: Falso! A sexualidade é igual no homem e na mulher.

- A masturbação faz mal e pode causar impotência ou problemas de saúde: Falso! A masturbação não faz mal.

- A iniciativa de ter relações sexuais tem que ser do rapaz: Falso! As raparigas também têm desejo sexual e também podem tomar a iniciativa.

- As pessoas com bom aspecto não têm doenças: Falso! O VIH e as outras IST nem sempre estão associados a sintomas (pelo menos nos primeiros tempos). Ter bom aspecto e sentir-se bem não significa que não se está infectado.

- Podemos ficar infectados com o VIH se formos a uma casa de banho pública, se utilizarmos talheres de alguém que está infectado ou se dermos um beijo a uma pessoa infectada: Falso! Estas não são formas de contágio.

Infecções Sexualmente Transmissíveis

O VIH/SIDA (vírus de imunodeficiência humana), a gravidez na adolescência e as Infecções Sexualmente Transmissíveis são problemas graves que se têm dispersado por todo o mundo, incluindo Portugal. Dados actuais, divulgados pelos diversos meios de comunicação, revelam que Portugal tem dos piores índices da Europa relativamente a estes factores.

As Infecções Sexualmente Transmissíveis causam problemas graves, na medida em que:

Duram para o resto da vida;
Criam stress na relação;
Causam esterilidade ou defeitos nos filhos;
Podem transformar-se em doenças mais graves e causam a morte.

Segundo a APF, metade de todas as novas infecções por VIH/SIDA, cerca de 6000 diariamente, ocorrem entre jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos. Não existe cura para o VIH e sabemos que esta infecção ainda é mortal. Como não está associada a sintomas numa fase inicial, é difícil saber quem está infectado. Fazer o teste é a única forma de sabermos se somos portadores do VIH. Qualquer pessoa que já teve relações sexuais sem preservativo pode ter VIH.

É importante lembrar que qualquer pessoa que tenha relações sexuais (basta uma vez) pode ficar infectada, desde que não se tenha protegido. Este vírus tem várias formas de contágio:

- Relações sexuais sem preservativo (vaginal, anal ou oral);
- Da mãe para o filho (durante a gravidez, o parto ou a amamentação);
- Agulhas e seringas não esterilizadas;
- Transfusão de sangue.

Os primeiros sintomas só aparecem alguns anos depois de ter ocorrido a infecção. Os principais sintomas são: febre persistente, emagrecimento, aumento dos gânglios (umas bolinhas que estão debaixo da pele das virilhas, axilas e pescoço), diarreia, pneumonia, tuberculose e infecções.
Segundo a APF, todos os dias 500 000 jovens são infectados/as com uma Infecção Sexualmente Transmissível, sendo a faixa etária entre os 15 e os 19 anos, a segunda mais afectada, depois da faixa etária 20-24 anos.

As principais infecções são:

- Gonorreia: comichão no canal da uretra (onde passa a urina), ardor ao urinar, corrimento vaginal amarelo esverdeado. Algumas pessoas não têm sintomas.

- Candidíase vulvovaginal: Infecção causada por fungos da vagina. No homem os principais sintomas são a comichão no pénis, manchas brancas e ardor ao urinar. Na mulher aparece geralmente corrimento sem cheiro de cor branca (semelhante ao leite coalhado), comichão, pequenas gretas na vulva, dores nas relações sexuais e ardor ao urinar.

- Condiloma (HPV): Tanto no homem como na mulher aparecem verrugas nos órgãos genitais e comichão. Esta infecção é muito perigosa, pois está associada ao cancro no colo do útero. No entanto, já existe um exame que permite saber se a doença existe mesmo antes de aparecerem sintomas: a citologia. O ginecologista pode fazer este exame, que é rápido e não é doloroso.

- Herpes Genital: Consiste em bolhas cheias de líquido que aparecem e desaparecem, associados a ardor na zona genital.

- Sífilis: O principal sintoma é uma ferida com uma base dura, que aparece nos órgãos genitais. Esta infecção é muito perigosa, porque em caso de gravidez, o bebé pode ficar infectado também.

- Hepatite B: É uma doença grave, mas que tem sintomas tão discretos que pode passar despercebida. Quando a doença já está num estado muito avançado pode aparecer febre, mal-estar, urina escura, fezes esbranquiçadas e pele amarela. Esta infecção não se transmite só através das relações sexuais, mas também da mãe para o bebé, através das agulhas contaminadas (tatuagens, piercings), transfusões, feridas ou transplantes.

A protecção é fundamental e não devemos pensar que estamos seguros, por termos tido só um namorado em quem depositamos muita confiança. Querem saber porquê?


Interrupção Voluntária da Gravidez

A interrupção voluntária da gravidez foi legalizada recentemente, para evitar que as mulheres tenham que recorrer a serviços ilegais, com poucas condições e perigosos para a sua saúde. Actualmente, podes recorrer à interrupção voluntária da gravidez em estabelecimentos oficialmente reconhecidos, desde que seja até às 10 semanas de gestação.

Apesar de estar associado a um alívio, um problema que se resolveu, o aborto também traz sofrimento psicológico e emoções negativas, como culpa, tristeza, mágoa e angústia. Portanto o melhor é tomar sempre todas as precauções e não ter que fazer um aborto!

Gravidez na Adolescência


A partir do momento em que uma rapariga tem menstruação e um rapaz começa a produzir sémen, pode acontecer uma gravidez.

Na adolescência, a gravidez pode ser bem aceite pela futura mãe, pai e respectivas famílias. No entanto, este é apenas o exemplo de uma pequena minoria. A gravidez não desejada implica consequências que podem comprometer o futuro do adolescente. Segundo a APF (Associação para o Planeamento da Família) 1 em cada 10 nascimentos em todo o mundo são de mães adolescentes. Ter um filho pode também comprometer ou atrasar os estudos, comprometendo a estabilidade financeira no futuro.

Ao nível da saúde também há riscos que não podem ser esquecidos. Na adolescência, o risco de morte materna é 4 vezes mais alto que aquele que ocorre durante as gravidezes de mulheres entre os 25 e os 29 anos e também existe risco de problemas de saúde no bebé.

Aqui podes ver algumas imagens sobre a vida no ventre materno.

Sexo Seguro

O sexo seguro é sinónimo de protecção e traduz-se numa sexualidade vivida com mais prazer, pois permite:

Melhorar a comunicação entre os parceiros;
Aumentar a intimidade e a confiança;
Prolongar a duração da relação sexual;
Aumentar a intensidade do orgasmo;
Diversificar o prazer sexual;
Diminuir a ansiedade;
Fortalecer a relação.


Preservativo

É um excelente método contraceptivo, pois evita a gravidez, o VIH/SIDA e outras Infecções sexualmente transmissíveis. É fácil de colocar e é resistente e flexível. Independentemente de se utilizar outro método contraceptivo, o preservativo deve ser SEMPRE utilizado em TODAS as relações sexuais.

Contracepção

Uma gravidez não desejada pode afectar negativamente vários aspectos da vida de um adolescente. O melhor a fazer é prevenir e é fundamental que conheças as várias formas de contracepção mesmo antes de iniciares a tua vida sexual.

Nem todos os métodos têm o mesmo grau de eficácia, por isso é importante que saibas até que ponto o método que utilizas é seguro. Em seguida, vamos apresentar-te os principais métodos contraceptivos utilizados. Existem muitos mais, alguns pouco fiáveis. Se tiveres dúvidas pergunta ao teu médico.

Pílula Contraceptiva

Para começares a tomar a pílula deves ir primeiro a uma consulta de Planeamento Familiar. O médico irá observar-te, pedir alguns exames e receitar a pílula. Deves começar a tomar o 1º comprimido no dia em que aparecer o período e não podes esquecer-te de tomar um comprimido todos os dias. A pílula é um método à base de hormonas que é:

- Muito eficaz;
- Tem poucos efeitos secundários (geralmente desaparecem nos 3 primeiros meses);
- Ajuda a regularizar a menstruação e diminui as dores menstruais;
- Não altera a fertilidade.

As contra-indicações são as seguintes:
- Problemas de trombose venosa (varizes), no coração ou AVC (acidente vascular cerebral) ou historial familiar;
- Epilepsia;
- Tensão elevada;
- Diabetes;
- Excesso de peso;
- Problemas hepáticos graves;
- Cancro da mama ou genital porque são dependentes de hormonas;
- Doença que afecte o sistema imunitário;
- Amamentação.

Apesar de ser extremamente eficaz na prevenção da gravidez, a pílula não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis e por isso deve ser sempre utilizada em conjunto com o preservativo.


Anel Vaginal Hormonal

O anel vaginal é um contraceptivo hormonal para uso vaginal e é constituído por um anel flexível impregnado de hormonas que são lentamente libertadas e absorvidas para a corrente sanguínea. As hormonas evitam que os óvulos se libertem dos ovários, impedindo assim a fecundação. O anel fica dentro da vagina durante 3 semanas e é retirado durante 1 semana para hemorragia de privação.As contra-indicações são as mesmas da pílula e os efeitos secundários são raros e resumem-se a náuseas, vómitos ou hemorragia vaginal.


Adesivo Transdérmico

O adesivo é um contraceptivo em forma de autocolante com a mesma eficácia da pílula e o mesmo modo de actuação. É aplicado em cima da pele e não tem a inconveniência dos esquecimentos. É um adesivo que liberta hormonas através da pele. Estas entram na corrente sanguínea, impedindo a ovulação. Coloca-se durante três semanas consecutivas e, tal como na pílula, descansa-se na quarta semana, quando se dará a hemorragia de privação. Pode ser colocado e retirado quando se quiser. Quando se retira termina a protecção contraceptiva e pode haver uma hemorragia. Este adesivo pode ser colocado nas nádegas, no abdómen, no tronco ou no antebraço. Quanto aos efeitos secundários, são os mesmos que a pílula apresenta. Para começares a utilizar este método tens que ir ao médico.

Pílula do Dia Seguinte

Apesar de não poder ser considerada uma forma de contracepção, não podemos deixar de falar na pílula do dia seguinte. Trata-se de uma forma recente de evitar a gravidez, utilizada por cada vez mais adolescentes. Este método não pode ser considerado como forma regular de contracepção, pois só deve ser utilizado numa emergência e em casos de falha dos outros contraceptivos. De facto, este comprimido impede a gravidez, mas tem algumas limitações:

- Só faz efeito se for tomado até 72h após a relação sexual (e é mais eficaz se for tomada até 12h após a relação sexual);
- Tem efeitos secundários.